FernandoSantana

FERNANDOSANTANA paixão pelo futebol

Dia dos Pais no Mater Christi

Há quase 15 anos, Fernando Santana estava na Escola Mater Christi, em Casa Forte, em um dia de comemoração do Dia dos Pais. A certa altura, houve um jogo de futebol de salão entre os pais dos alunos. Fernando era um dos boleiros. Um dos pais e antigo amigo meu, bom de bola, insistiu muito comigo para participar. Eu declinei, estava mais que fora de forma. O único esporte que vinha praticando era levantamento de copo. Mas, quando chamaram os pais que iriam participar, lá estava o meu nome sendo chamado nos altos falantes: meu filho de dez anos havia às escondidas me intimado e escalado. Meu amigo então cochichou: ” Aquele baixinho está parecendo Fernando Santana, sabes quem é?” Eu já havia notado a grande semelhança física e, então, tive a certeza. ” É ele”, falei. Ora, Fernando Santana era eu ídolo futebolístico. E a turma dizia que eu tinha o estilo dele. Eu, ficava todo ancho. Havia mais que influência, confluência, como disse Mário Quintana em um dos seus poemas. O Fato é que eu torcia tanto pelo Santa Cruz quanto por Fenando Santana. Em razão do futebol vistoso, de dribles rápidos, toques sutis, tabelas mágicas, e a letalidade das suas incursões rumo ao GOL. Adorava vê-lo driblar o zagueirão Gilson do Sport de 1969. Ou então o indigesto e craque lateral esquerdo Altair, também do mesmo time e ano. Donaldson, como se chamava meu amigo boleiro, então me propôs: ” Vamos tirar o time trazendo Santana para o nosso lado”. Assim armamos e fizemos. Começou o jogo e me coube a sorte de receber o passe de quem bateu o centro. O primeiro toque que dei na bola foi dar um caprichado passe ao meu ídolo! A realização! Estar jogando ao lado do artilheiro disparado do Campeonato Pernambucano de 1969 era o máximo para qualquer boleiro tricolor como eu. Senti-me um Luciano Veloso aprofundando um precioso passe para Santana, deixando-o de cara com Miltão, em pleno Arruda. Mas não é que deu tudo errado: meu ídolo, então fora de forma, praticamente tropeçou nas próprias pernas, quase caiu, perdeu a bola e o lance, deixando-me frustrado. O pouco tempo restante que fiquei na quadra não deu para engrenar , mais nada. Nem conseguia jogar. Meu fôlego não deixava. Nem as pernas. Tenho orgulho de ter jogado ao seu lado. Poucos minutos, porque também não aguentava mais. Mas, apesar de tudo , guardo este DIA no coração como sendo um daqueles que a gente conta o resto da VIDA para os filhos e netos. Foi como um ” Contato Imediato do Terceiro Grau”. Só entende quem é verdadeiro torcedor e bom BOLEIRO( Modéstia a parte ).

Um Grande Abraço, Santana, e obrigado por haver passado pelo Mais Querido, e pelas alegrias que nos proporcionou.

Principalmente pela qualidade e finura do seu futebol.

MARCOS –
Agradeço , Fernando Santana

Categoria: Causos

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