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FERNANDOSANTANA paixão pelo futebol

SINDICATO X FUTEBOL – Final

POR QUE SERÁ QUE DEIXAMOS DE COBRAR POR SERVIÇOS PELOS QUAIS NÓS PAGAMOS

Marcelo Brandão Lopes

Feita a introdução, passamos ao tema que nos foi proposto: a cobrança ao sindicato pelos serviços que ele tem o dever de prestar aos associados.

Como se sabe, o sindicato, em tese, é a entidade que melhor representa o associativismo no mundo. No mundo SIM. No Brasil, NÃO.

É que no Brasil o Governo Vargas resolveu adotar um modelo que, em vez de incentivar o associativismo, o desistimula. É o modelo corporativo. Por ele, o Estado coopta os membros do sindicato, seja com a distribuição de dinheiro oriundo das contribuições, que são compulsórias, seja com o aparelhamento do Estado. Que o digam as nossas Centrais Sindicais. É uma pena. Precisávamos de um sindicato livre e, por consequência, mais forte e prestador de um serviço melhor.

Esse modelo corporativista também inseriu no Sindicato dos Atletas Profissionais de Pernambuco. Até há pouco tempo, aquele órgão era comandado por pessoa que não era, nem havia sido atleta profissional. O sindicato, então, não servia aos associados, mas apenas aos interesses pessoais de seu presidente.

Hoje, porém, houve uma mudança substancial e o sindicato passou a ser conduzido por quem, de fato, representa a classe.

Isso nos leva a fazer uma reflexão com aqueles que contribuem para sindicato, ou seja, os atletas profissionais e que são a razão da existência da entidade.

Por que será, então, que os atletas profissionais de futebol de Pernambuco não estão cobrando do seu Sindicato pelos serviços que ele tem a obrigação de prestar, tais como: a assistência médica, a assistência jurídica, o lazer e o entretenimento?

Não está na hora de fazer uma campanha junto aos atletas para conscientizá-los de que o sindicato lhes pertence – já que o órgão vive de suas contribuições – e, por isso, deve proporcionar uma assistência efetiva aos profissionais do futebol?

Esta matéria não pretende resolver o problema. O que ela busca é a promoção de um debate entre atletas, os ex-atletas profissionais, os dirigentes de clubes e todos aqueles que, direta ou indiretamente, vivenciam o mundo do futebol.

Claro: Se tivermos uma maior participação dos atletas profissionais, com certeza, o sindicato prestará um serviço de boa qualidade, tornando mais digna a vida daqueles que dedicaram sua vida à carreira de atleta profissional de futebol.

——————————————————————————————-Meu agradecimento pela excelente matéria que solicitei ao amigo boleiro Marcelo Lopes.
Fernando Santana
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Dr. Marcelo Brandão Lopes é advogado especializado em Direito Trabalhista e “boleiro”

Categoria: Artigos

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