Causos

Dez 02

Foi legal! às 18:46

Estava aguardando minha vez para ser atendido pelo oftalmologista, quando alguém pergunta-me: ´o senhor é Sóstenes´? NÃO! Ficou olhando para mim, desculpando-se. Porém logo em seguida tornou a perguntar, falei que não o ouvia, repita por favor. Olha, você estudou no Ginásio Pernambucano, lembro-me. Sim, estudei lá na década de sessenta. Eu também, mas fomos de turmas diferente. Sou mais velho que você. No entanto, agora SEI bem quem é você. Foi profissional pelo Santa Cruz. Fernando Santana. Morava perto de você e jogávamos muito contra. Aí, foi minha vez de matar a curiosidade. É quando estupefato escuto sou Adilson Burichél. Meu amigo você é quem mesmo? Sabe porque? Ia muito ver você jogar lá no campo do Sancho pelo Santos lá em Tejipió. Bom chEga a hora de irmos ao consultório, mas pedi seu cartão para continuarmos esse “bom papo” e trocarmos mais figurinhas.Muitas histórias ainda virão por aí. Aguardem…

Fernando Santana

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Set 28

É mesmo? às 10:59

Essa foi contada por Luciano Veloso.
Vejam só; depois de uma volta no circuito do frio em Pesqueira/PE, vários encontros com os amigos de infância, uma pelada e a loiríssima suada.
Até porque ninguém é de ferro.
Foi quando um casal que os acompanhava, perguntou: “eita! E é verdade é”?
Tudo porque alguém convida Dodô(L. Veloso) como é conhecido pelos pesqueirense para irem ao PAPA.
Surpresa, a moça que de chofre falou: Vige Maria! Aqui tem até Papa? Pensei que só na Itália.
Foi quando Veloso, fala…olha gente vamos ver. E os leva para o bar famoso que é chamado -”Bar do Papa”.
Mesmo assim a moça pergunta: sim, mas cadê Ele? Todos riram muito e em vez de pedirem a loura sua, trocaram pelo vinho abençoado.

Fernando Santana

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Out 27

Cabral x VilaNova às 14:50

Dois excelentes laterais.

Ambos porreteiros, Cabral…um pouco mais técnico. Subia bem fazendo bons cruzamentos.

Numa noite de sábado, estávamos concentrados quando fomos solicitados para uma reunião. Alguém gritou: é hora do ‘marafo’. É que, um técnico vindo de Minas gostava de mandar fazer limpeza no time. Então chegavam as rezadeiras/benzedeiras
Nessa noite um acontecimento de deixar-nos boquiabertos.

Pula dentro da concentração algo vivo.
O treinador estupefato, ver alguém rapidamente apanhar e comer o algo pulante.

Na mesma hora desfaz sua dúvida na escalação.

Você, entra de frente no jogo de domingo.
Na mesma hora, VilaNova desabafa, Vige Maria..sair do time desse jeito nunca vi. EUHEIN!!!!

Fernando Santana

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Out 24

Doutor, o Senhor viu né às 12:57

Palavras de Luis Vieira VILANOVA(lateral esquerdo do Santa Cruz), em 1969.

Olha, muito bem lembrado por Joel, num bate-papo sobre Pelé. Até porque, parabenizá-lo pelos setenta anos.

Foi num jogo na Ilha do Retiro, pois nosso campo ainda não estava pronto. Daí, chamávamos os jogos para o campo do Sport.

Lá para tantas, perdíamos por 3 a 1, e numa jogada pelo lado do antigo placar, Pelé tenta chegar a linha de fundo.

Com a experiência que tinha, nosso lateral fecha a saída.

Entretanto o homem da camisa 10(dez), força a barra, engancha seu braço esquerdo no do VilaNova e ambos caem. O árbitro marca pênalti. Quando o médico Dr Omar Braga, olha, nosso homem incintinenti grita:Doutor, ainda bem que o senhor viu né?

Não fiz nadica de nada, embora ele tenha me segurado, o juiz pensou que fui Eu.

Fernando Santana

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Set 23

Caminhada às 09:31

humpback-whale.jpgSempre que posso vou à praia dar uma caminhada.

Temos que manter a forma, estar saudável para uma idade nova tranquila.

Hoje pela manhã, encontro Anchieta de Palmares que jogou no Náutico na década de 70.
Começou no juvenil e nos enfrentamos algumas vezes.

Olha, um guarda-roupa daqueles.

Além do mais de cara feia encarava desde cedo os atacantes e batia forte para afastá-los de sua área.

Foi logo comentando da diferença do futebol comparando ao de hoje.

Como não tinha oportunidade na equipe principal do timbu/PE, foi para Natal jogar no ABC.
Daí perguntei se tinha jogado com Piaba. Claro, dava(batia) até no vento. Lembro-me bem disse-lhe.

Paramos para comprarmos abacaxi, e deliciarmos a dulcíssima fruta.

Amanhã continuaremos o papo e a caminhada.

Fernando Santana

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Mai 25

No Picí às 10:03

Fazíamos em 1968 uma excursão pelo nordeste.
Depois de passarmos por Natal, Hélio Pinto conseguiu jogos em Fortaleza.
O que culminou com um torneio.
Enfrentaríamos:Ceará, Fortaleza e Calouros do Ar.
Vencemos todos jogos e fomos campeões.
Como estávamos alojados na concentração do Fortaleza, e a verba era pouca, contentávamos com ovos pela manhã(café), no almoço e jantar.
Na época recám saídos do juvenil era graça.
Valia tudo, pois era novidade.
Já íamos pegar o ônibus, quando o presidente do Ferroviário, pediu mais um jogo. Dizia que não podíamos sair sem enfrentar o campeão FERRIN.
Não só dobrou o valor do contrato, como pagaria passagens de avião.
Claro que aceitamos.
Mas, ao chegarmos em Recife,corri prá casa com saudades, e logo mamãe foi dizendo:vou preparar uma omelete prá você.
Assustou-se quando lá de fora gritei…Nãaaaoooo…Ovos de novo nem pensar.
Preocupada, perguntou-me: por que?
Disse-lhe..MÃE..nesses quinze dias foi só o que comemos LÁ.
AH! Agora entendo…vou preparar um arrumadinho …Tá legal??

Fernando Santana

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Fev 19

Papo furado às 15:42

Dentro de campo há uma resenha que o torcedor nem imagina.

Um dos bons árbitros de Pernambuco, Cel. Sebastião Rufino impunha um respeito que alguns jogadores não gostava.

Dai Luciano Veloso e Givanildo criaram entre eles uma espécie de código.

Então, dependendo dos acontecimentos começavam a reclamar um do outro, que ficava sem entender. Num outro jogo arbitrado por Rufino, percebi o diálogo. Pensei, vai dar m….

Num papo furado falavam: começasse né Giva.
Em outra jogada, tá danado em Lu. Vê se acerta uma cara…
A cada falta que eles achavam e entendiam erro do homem de preto… entreolhavam-se e a piadinha saía…

Com inteligência o árbitro sacou as indiretas. Como diz o velho ditado: “bom cabrito não berra”, levou o jogo até o fim.

Porém, mandou recado através dos diretores do santinha: Dr. Bione e Cel. Vasco… que Givanildo se ligasse.

O recado foi dado, mas tanto Giva como Veloso não ligaram, respondendo que não tinham feito nada.

Após alguns jogos, vem o clássico contra o Sport no Arruda. Jogo tranquilo, as duas equipes cautelosas, é quando uma falta no meio-de-campo a favor do Santa Cruz. Givanildo rapidamente tenta pegar a bola para passar para Gena. Seu Rufino diz que a falta é para o Sport, logo em seguida vivamente dando-lhe as costas de próposito. Virando-se em seguida para vê-lo pegar a bola jogando-a no gramado com raiva. Cartão vermelho na mão…dizendo-lhe vá tomar banho mais cedo. Pegando-o de calça curta, e assim acabando o papo furado dos “ventrículos”.

Fenando Santana

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Fev 09

Dançando na chuva às 09:40

Ainda falando da viagem de férias em Portugal, estava a passear no Bus Turistic de Lisboa.

Após um giro total, esperando a chuva passar e um frio de lascar…em torno de dois graus.

Descemos no Mosteiro de São Jerônimo, tiramos algumas fotos, indo comer os famosos pastéis de Belém. Gostossímos…cuidado com o peso porque engordei uns quilinhos…

Porém, foi na volta que ao descermos no ponto onde queríamos comprar no mercado da Ribeira, que caiu uma chuva torrencial.

Aguardamos um pouco, atravessamos a rua ouvindo uma orquestra a tocar dentro do mercado.

Entramos e vimos uma animada festa da terceira e boa idade. Para entrar uma prenda que acertando, poderíamos passar ao salão.

Disse-lhe que seria difícil acertar a pergunta, mas, nada tão especial. Acertei, paguei, entrei e dancei.

Fiquei impressionado com a alegria deles, ninguém fica sem dançar, e as damas não podem dizer que estão cansadas. Gostei de ver. Foi uma tarde e tanto. Na saída vimos que tinha um metrô em frente…Cais Sodré, apanhamos, descemos no centro e de comboio em Rossio, chegamos em Men Martim.

Nosso amigo Zé Tó nos esperava para jantarmos, logo perguntando: o que fizeram??? Dançamos na chuva foi a resposta imediata.

Fernando Santana

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Jan 13

Sopa de pedra às 08:24

Pois é meu amigo, eis a estória que me contaram na ida ao Santuário de Fátima em Portugal.

Estávamos no carro do amigo Zé Tó, quando fiquei surpreso ao saber que iria tomar sopa de pedra.

Pegadinha, é? Não, responde Mimi, passando a contar a seguinte estória.

A sopa de pedra não pode fugir à lenda do frade e da sua manha em fazer uma sopa deliciosa com a pedra.

Certo dia, chega a uma localidade cansado e morto de fome. Bate à porta de um casal mostrando uma pedra. Dizendo ser capaz de fazer sopa com a mesma. Incrédulos, perguntarm: com essa pedra? Pago para ver. Era tudo que o frade precisava ouvir.

Lavou-a bem pedindo uma panela com água. Só isso? Não, um pouco de azeite. Bom, mais um pouco de carne, feijão, batata, coentro…etc…

Logo a panela no fogo,passam a exalar um delicioso aroma. Depois de colocar no prato e saborear, o casal pergunta: e a pedra?

AH! Tá a pedra, vai comigo para servir arranjar outra refeição em outra freguesia.
bom vinho da casa.

Fernando Santana
Tomamos a sopa que é uma delícia, sendo um prato regional em Almerimmuito forte e revigorante…saboreando-a com um

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Jan 09

O encontro às 12:37

natal-casa-mimi-22.JPGSempre quando viajo gosto muito de ver o “modus vivendus” do povo da região.

É interessante, como forasteiro, ficar a ver o dia-a-dia dos transeuntes. Os apressados para o trabalho, os que não tão nem aí, assim eram meus dias em Portugal. Apanhava o comboio(trem) em Portela de Sintra, descia no ROSSIO(Centro de Lisboa). Dai com o dia mesmo frio roupas por baixo para aguentar os 2 graus centrígados que nos açoitava dos fortes ventos. Diferente do nosso calor do nordeste brasileiro.

Num desses dias fui a casa do casal Humberto/Dite, pais da Mimi de Zé Tó. Olha um senhor de 75 anos com uma memória viva de fazer inveja a qualquer jovem. Foi logo me contando como chegou a Sintra. Vim de Angola com minhas filhas deixando muita coisa para trás. Hoje reformado(aposentado) tenho coleções para lhe mostrar: selos, moedas valiossímas, chaveiros, canetas, como torcedor do Benfica uma verdadeira galeria dos belos times de tempos atrás.

Também faz questão de afirmar que seu bisavô Sr. José Joaquim de Pinho esteve em Pernambuco. E, que tem vontade de conhecer Recife para resgatar algo que o deixa feliz.
Nome dele? Humberto Pinho Gomes relata: meu bisavô foi para Môçamedes, vindo do Brasil na primeira colônia em 1849. Foram para Angola cerca de 230 portugueses que residiam no país no navio chamado Tentativa Feliz, tendo fundado Moçâmedes em homenagem a Governador Geral Barão de Moçâmedes cuja localidade deserta camava-se Angra dos Negros.

Olha, uma aula sobre o povo de Angola, inclusive com um livro raríssimo que ficou de trazer um dia a Recife.

Fernando Santana

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