Causos

Mai 25

No Picí às 10:03

Fazíamos em 1968 uma excursão pelo nordeste.
Depois de passarmos por Natal, Hélio Pinto conseguiu jogos em Fortaleza.
O que culminou com um torneio.
Enfrentaríamos:Ceará, Fortaleza e Calouros do Ar.
Vencemos todos jogos e fomos campeões.
Como estávamos alojados na concentração do Fortaleza, e a verba era pouca, contentávamos com ovos pela manhã(café), no almoço e jantar.
Na época recám saídos do juvenil era graça.
Valia tudo, pois era novidade.
Já íamos pegar o ônibus, quando o presidente do Ferroviário, pediu mais um jogo. Dizia que não podíamos sair sem enfrentar o campeão FERRIN.
Não só dobrou o valor do contrato, como pagaria passagens de avião.
Claro que aceitamos.
Mas, ao chegarmos em Recife,corri prá casa com saudades, e logo mamãe foi dizendo:vou preparar uma omelete prá você.
Assustou-se quando lá de fora gritei…Nãaaaoooo…Ovos de novo nem pensar.
Preocupada, perguntou-me: por que?
Disse-lhe..MÃE..nesses quinze dias foi só o que comemos LÁ.
AH! Agora entendo…vou preparar um arrumadinho …Tá legal??

Fernando Santana

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Fev 19

Papo furado às 15:42

Dentro de campo há uma resenha que o torcedor nem imagina.

Um dos bons árbitros de Pernambuco, Cel. Sebastião Rufino impunha um respeito que alguns jogadores não gostava.

Dai Luciano Veloso e Givanildo criaram entre eles uma espécie de código.

Então, dependendo dos acontecimentos começavam a reclamar um do outro, que ficava sem entender. Num outro jogo arbitrado por Rufino, percebi o diálogo. Pensei, vai dar m….

Num papo furado falavam: começasse né Giva.
Em outra jogada, tá danado em Lu. Vê se acerta uma cara…
A cada falta que eles achavam e entendiam erro do homem de preto… entreolhavam-se e a piadinha saía…

Com inteligência o árbitro sacou as indiretas. Como diz o velho ditado: “bom cabrito não berra”, levou o jogo até o fim.

Porém, mandou recado através dos diretores do santinha: Dr. Bione e Cel. Vasco… que Givanildo se ligasse.

O recado foi dado, mas tanto Giva como Veloso não ligaram, respondendo que não tinham feito nada.

Após alguns jogos, vem o clássico contra o Sport no Arruda. Jogo tranquilo, as duas equipes cautelosas, é quando uma falta no meio-de-campo a favor do Santa Cruz. Givanildo rapidamente tenta pegar a bola para passar para Gena. Seu Rufino diz que a falta é para o Sport, logo em seguida vivamente dando-lhe as costas de próposito. Virando-se em seguida para vê-lo pegar a bola jogando-a no gramado com raiva. Cartão vermelho na mão…dizendo-lhe vá tomar banho mais cedo. Pegando-o de calça curta, e assim acabando o papo furado dos “ventrículos”.

Fenando Santana

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Fev 09

Dançando na chuva às 09:40

Ainda falando da viagem de férias em Portugal, estava a passear no Bus Turistic de Lisboa.

Após um giro total, esperando a chuva passar e um frio de lascar…em torno de dois graus.

Descemos no Mosteiro de São Jerônimo, tiramos algumas fotos, indo comer os famosos pastéis de Belém. Gostossímos…cuidado com o peso porque engordei uns quilinhos…

Porém, foi na volta que ao descermos no ponto onde queríamos comprar no mercado da Ribeira, que caiu uma chuva torrencial.

Aguardamos um pouco, atravessamos a rua ouvindo uma orquestra a tocar dentro do mercado.

Entramos e vimos uma animada festa da terceira e boa idade. Para entrar uma prenda que acertando, poderíamos passar ao salão.

Disse-lhe que seria difícil acertar a pergunta, mas, nada tão especial. Acertei, paguei, entrei e dancei.

Fiquei impressionado com a alegria deles, ninguém fica sem dançar, e as damas não podem dizer que estão cansadas. Gostei de ver. Foi uma tarde e tanto. Na saída vimos que tinha um metrô em frente…Cais Sodré, apanhamos, descemos no centro e de comboio em Rossio, chegamos em Men Martim.

Nosso amigo Zé Tó nos esperava para jantarmos, logo perguntando: o que fizeram??? Dançamos na chuva foi a resposta imediata.

Fernando Santana

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Jan 13

Sopa de pedra às 08:24

Pois é meu amigo, eis a estória que me contaram na ida ao Santuário de Fátima em Portugal.

Estávamos no carro do amigo Zé Tó, quando fiquei surpreso ao saber que iria tomar sopa de pedra.

Pegadinha, é? Não, responde Mimi, passando a contar a seguinte estória.

A sopa de pedra não pode fugir à lenda do frade e da sua manha em fazer uma sopa deliciosa com a pedra.

Certo dia, chega a uma localidade cansado e morto de fome. Bate à porta de um casal mostrando uma pedra. Dizendo ser capaz de fazer sopa com a mesma. Incrédulos, perguntarm: com essa pedra? Pago para ver. Era tudo que o frade precisava ouvir.

Lavou-a bem pedindo uma panela com água. Só isso? Não, um pouco de azeite. Bom, mais um pouco de carne, feijão, batata, coentro…etc…

Logo a panela no fogo,passam a exalar um delicioso aroma. Depois de colocar no prato e saborear, o casal pergunta: e a pedra?

AH! Tá a pedra, vai comigo para servir arranjar outra refeição em outra freguesia.
bom vinho da casa.

Fernando Santana
Tomamos a sopa que é uma delícia, sendo um prato regional em Almerimmuito forte e revigorante…saboreando-a com um

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Jan 09

O encontro às 12:37

natal-casa-mimi-22.JPGSempre quando viajo gosto muito de ver o “modus vivendus” do povo da região.

É interessante, como forasteiro, ficar a ver o dia-a-dia dos transeuntes. Os apressados para o trabalho, os que não tão nem aí, assim eram meus dias em Portugal. Apanhava o comboio(trem) em Portela de Sintra, descia no ROSSIO(Centro de Lisboa). Dai com o dia mesmo frio roupas por baixo para aguentar os 2 graus centrígados que nos açoitava dos fortes ventos. Diferente do nosso calor do nordeste brasileiro.

Num desses dias fui a casa do casal Humberto/Dite, pais da Mimi de Zé Tó. Olha um senhor de 75 anos com uma memória viva de fazer inveja a qualquer jovem. Foi logo me contando como chegou a Sintra. Vim de Angola com minhas filhas deixando muita coisa para trás. Hoje reformado(aposentado) tenho coleções para lhe mostrar: selos, moedas valiossímas, chaveiros, canetas, como torcedor do Benfica uma verdadeira galeria dos belos times de tempos atrás.

Também faz questão de afirmar que seu bisavô Sr. José Joaquim de Pinho esteve em Pernambuco. E, que tem vontade de conhecer Recife para resgatar algo que o deixa feliz.
Nome dele? Humberto Pinho Gomes relata: meu bisavô foi para Môçamedes, vindo do Brasil na primeira colônia em 1849. Foram para Angola cerca de 230 portugueses que residiam no país no navio chamado Tentativa Feliz, tendo fundado Moçâmedes em homenagem a Governador Geral Barão de Moçâmedes cuja localidade deserta camava-se Angra dos Negros.

Olha, uma aula sobre o povo de Angola, inclusive com um livro raríssimo que ficou de trazer um dia a Recife.

Fernando Santana

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Nov 17

Artilharia às 08:25

Logo que deixei o futebol, ainda cursando administração de empresas na UPE, fui a cata de emprego. Fazendo teste em algumas empresas indicado pela faculdade.

Fiz vários, deparando-me com uma oportunidade na IBM.

Ao chegar foram logo dizendo: só está aqui pela bola. Chateado, pois tinha conseguido com muito esforço passado num teste prá valer.

Passado alguns dias fui informado que haveria um torneio em Olinda. Após abertura no quartel do exército, ficou decidido pelos representantes da continuidade, no caso virou campeonato.

A equipe tinha bons valores com: Romeu(goleiro);Zé Carlos, Alvaci, Peres, Siqueira, Roberto Cruz, Jairo, Sílvio, e EU.

Bem armado, com boa estrutura fomos a final e vencemos.

A festa foi em Casa Caiada, onde hoje existe um hiper-mercado.

Entrega de troféus ao capitão, para em seguida serem chamados os dois artilheiros igualados em número de gols(12). Para minha surpresa; o jovem avisa, olha deixa eu tirar a maior pedra, pois você já ganhou muitos.

Olhei para ele, e disse: vamos disputar, até porque esse é o primeiro sem ser profissional.
Como também para você desse jeito, não terá o sabor dos vencedores.

Sei que poderia fazê-lo, mas tinha que mostrar ao jovem o valor das conquistas.

Aproximamo-nos da mesa e no globo cada um tirou sua sorte. Ele ao abrir a mão foi logo dizendo é danado ele ganhou…tirei 2…ao ver a sorte sorriu,tirei 17.

Fomos para o churrasco, pois o calor estava demais…

Fernando Santana

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Out 25

Ednazaldo às 12:36

1207975454_f.jpgCom esse nome, nunca poderia ser jogador de futebol.

Mesmo, sendo TIO de um dos maiores pontas direito do Santa Cruz, quem não lembra de CUÍCA. Lá do Cacique do Cordeiro, que foi levado pelo lateral esquerdo Mocinho. Hoje na Globo Nordeste.

Pois meus amigos; EDINALDO, contemporâneo do GP(Ginásio Pernambucano), lá de nosso Jardim São Paulo.

Um dia, chega prá mim e pergunta: sabes o que quer dizer SUED???

Eu, menino, que saía atrás de quem ao comprar dava o famoso “”"BS”"”. BS(bônus da sorte), era um bônus para quem pedia (nota fiscal). Época que, como hoje serve para ir aos jogos de futebol.

Porém, voltando a pergunta de ZALDO, veio a resposta: SUED é Deus ao contráro.

Hoje, porém nosso amigo está em Fortaleza, mas, em visita ao aniversário de Dona Alaide(MÃE), foi à praia nos procurar. Não só a mim, como a Joel.

Entre uma ‘loira suada’ e outra vem a tona , alguns jogos do Ipiranguinha/JSP. Não esquecendo, claro, de comentar sua jogada, já cansado, mas, alerta pelos nossos gritos: VAI QUE DÁ, mesmo morto foi e fez uma jogada de mestre.O que fê-lo sentir-se craque! … Voltando ao plá…

EU, atônito, como vc lembra disso?. Olha, vc, deu um drible no lateral, fez um ARCO em volta…pegou a pelotinha lá na frente … cruzou e Nido fez o gol. Pensei, esse cara é mesmo bom de bola….

EDINAZALDO, prá mim, um domingo especial… por Revê-lo… histórias nossas, são muitas… venha à Recife com mais tempo.

VALEU!!!

Fernando Santana

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Out 12

Bola quadrada às 20:20

Disputando um torneio interno pela empresa, fiquei estupefato com o pedido do meu atacante.

Era o segundo jogo numa quadra espetacular em Sampa. Anos 90, quando fui transferido para enfrentar e tentar vencer na terra do café e da garoa.

Já de início senti o ritmo frenético dos paulistanos. Mas, nada que me deixasse assustado, mesmo sentindo falta da minha praia da Boa Viagem. Sol de 30 graus, caminhadas no calçadão…

Quando entramos na quadra de futsal, reunimo-nos e o ala Raymundo me chamou ao lado para acertarmos detalhes da partida.

Até aí tudo bem, pois conhecia Ray das peladas socyete que frequentávamos.

A minha surpresa foi o pivô me pedir que não mandasse bola tão redondinha, que ficava cheio de pernas. Ora, sabia que ele era do tipo Dadá Maravilha. Fui junto e perguntei: como você quer receber a redondinha?

AH! Cara, manda de qualquer jeito que fico à vontade para fazer meus golzinhos…

Dei uma bela risada, e disse-lhe: a partir de agora vai quadrada. E, ele, isso baiano…manda que fico mais tranquilo.

E creiam, que a bola continuou redonda, ele fez gols, porque o problema dele era que nunca tinha jogado ao lado de ex-profissional. ETA! NÓS…

Fernando Santana

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Ago 26

Pinheirense às 14:33

Um final de semana de despedidas para duas pessoas amigas.

Uma delas do Projeto Semeando Arte e Vida, amiga que nos ajudava muito.

Mas, do nosso Pinheirense, zagueirão que assustava àqueles que rondava sua área, vou relatar esse causo.

Não dava folga, fungava no cangote do nêgo… que, se fôsse macho enfrentava o meninão filho do Pinheirense(Sport), lateral da época de Tomires, Bria…Caso contrário…pulava fora.

Porém, conheci mais de perto Pinheirense, num jogo da Seleção Master de Pernambuco.

Fomos jogar numa festividade 1o de Maio em Camaragibe. Nivaldo Silva, sempre convocava um grupo forte.

Começa o jogo, tabelo com Ramon e antes de chegar para finalizar… Uma trombada daquelas que fazia tempo, nem lembrava.

Logo em seguida… o mesmo defensor me dá outra pancada deslealmente… caído no chão, antes de levantar-me, vejo a confusão ao meu lado. Deparo-me com Pinheirense de dedo em riste, afirma: ” olha cara se bater novamente em Santana, vai se haver comigo”. Fiquei estupefato com aquela reação, pois até então não convivia tanto com ele.

Passado alguns anos, estava fazendo caminhada na praia, e o vi. Fui lá cumprimetá-lo, e lembrei com orgulho do FATO. Ele rindo, disse:PÔ cara, tu foi buscar longe.

Amigo Pinheirense, fique em PAZ na sua nova morada.

Fernando Santana

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Jul 31

Cidão às 11:21

Nesses encontros com Boleiros, sempre surgem estórias interessantes.

Numa das reuniões com Luciano Veloso para formação de uma COOPERATIVA, em andamento na sua constituição, veio a baila outros assuntos.

É que no meio da boleirada, é normal entre um sério momento de um momento sério, sair CAUSOS.

É quando Ramon de chofre me pergunta: Santana, lembra de Cidão? Claro. Não é aquele becão do Sport? Rindo, responde… ele mesmo.

Pois é, no jogo que vencemos por 2 a 0, dei-lhe uma botada na perna dele. E, sobrou prá você.

É que quando ele caiu viu você de lado. Eu, estava abaixado fazendo que levantava o meião. E,ele, foi logo dizendo: pego já..já você Fernando Santana.

Saí de fininho, pois sabia que você aguentava a bronca.
Respondi ao Ramon: sabes o que aconteceu: no cruzamento que fizeste o gol, ele deixou a bola e deu um tapa daqueles no meu ouvido. Mas…tudo beleza… daí em diante corri dele para não apanhar mais. Até porque foste TU que mexeste com a fera.
Hoje, depois de tanto tempo lembramos com carinho esses causos.

Fernando Santana

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